
"rei" do carnaval do Aeroporto, Mourinho
Dia - 20 ( terça-feira )
Mês - Fevereiro
Ano 2007
Hora - 13h00
Local - Aeroporto Sá Carneiro - Porto/Portugal
Chegava eu de uma noitada das boas, vivida por causa do Carrnaval, resolvi tomar o "peq-almoço" no Aeroporto, pensando em seguida viajar até um cortejo qualquer, daqueles que mandam criticas valentes aos Srs. do País, pois só neste dia os "Zés Povos ", conseguem fazer com que as Câmaras estejam viradas para eles a filmar, mas ligadas. Estava a pensar qual seria o cortejo que mais me apetecia ir, se aos "abrasileirados", com moças de perna bem feita, mas sem as "curvas" do Rio, aos "portugueses", aqueles que são feitos com a prata da casa, mas que quase adormecemos ao vê-los passar, ou aqueles que têm como "Reis" "grandes" figuras do Pais, estilo "
Big-brodescos", "Zés cabras", "Tinos de Rãs", ou "Lili-silicone". Com tanto pensamento, baralhei-me tanto que deixei passar o tempo. Eram 13h00 e pensei: ...vou perder este "Carnaval" no Aeroporto...
Mas, de repente, vejo uma agitação parecida com os filmes de bombas que nos passam nas notícias da TV e fiquei assustado. Mas como bom Português que sou, aproximei-me logo e fui de encontro ao perigo, sempre com um pé atrás, não vá o "diabo" tece-las.
Esperei um pouco e vi muitas câmaras de filmar, de fotografar, e muita gente.
Perguntei:
- Que se passa amigo?
- Estão a chegar os Azuis de Inglaterra.
- Quem? os Reis?
- Sim, o Mourinho.
Foi aí que caí na realidade, Mourinho, era o "rei" e vinham os "príncipes" todos atrás.
Até aqui, nada de especial, os Adeptos gritavam, saltavam, pediam autógrafos, fotos e os jornalistas faziam perguntas.
Mas do lado dos "Reis", o cortejo passava mudo e sereno, como se ninguém lá estivesse, como se Mourinho e companhia não tivessem andado na escola a aprender a ler, falar e serem bem educados.
Até entendo que não queiram falar para as câmaras, pois podiam ser câmaras disfarçadas de "bisnagas" e era uma molha daquelas, mas não falarem aos Adeptos! Porquê? Têm medo daqueles que fazem com que sejam "estrelas".
Sem Adeptos, de certeza absoluta que estes "Srs." não existiriam como figuras.
Foi então que entendi que o meu Carnaval tinha aparecido, vi o melhor "Cortejo" Carnavalesco da minha vida, ou seja "bonecos" disfarçados de gente, sem fala, sem sorrisos, foi um "Cortejo" triste, mas um "Cortejo".
O pior é que este "Cortejo" não é único, o pior é que vinham Portugueses nesse "Cortejo". Quem paga a estes "bonecos" para não falarem aos Adeptos? Com que direito? Eu digo, nenhum.
Por estas e por outras, estou indignado com o tratamento que dão aos Adeptos, continuam a desrespeitar, aqueles que tanto gostam deles.
Isto tem de acabar.
Não termino, sem no entanto fazer uma ressalva, é que já próximo à Camioneta, houve um "homem", Ricardo Carvalho, que nasceu ali para os lados de AMARANTE, norte de Portugal, que quebrando as "REGRAS", conseguiu acenar, um pequeno aceno de mãos, mas um aceno cheio de carinho. Foi pouco neste grande " Cortejo ", mas foi.
Adeptos Portugueses, pensem bem no que andamos a fazer, será que vale a pena continuarmos a ter este tipo de atitude para quem nunca nos corresponde.
Por cá costumamos dizer que " água não se nega a ninguém" eu acrescento, um sorriso ou um aceno também não.
Costa Pereira
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