A VIOLENCIA NO FUTEBOL
À primeira vista parece ser um tema de fácil explicação, porém é tão difícil de arranjar solução que por isso mesmo vão acontecendo casos atrás de casos sem que a luz ao fundo do túnel apareça.
Sem querer defender os prevaricadores, digo que não são só os adeptos que têm a culpa, nem podem ser a tábua de salvação ou o “bode-espiatório” para tudo o que acontece de menos bom no nosso Futebol.
Sei que os adeptos são os parentes pobres do futebol e por isso estamos indefesos, não sabemos dos nossos direitos e como estamos desunidos, é fácil apontarem-nos as armas.
Em quase todos os sectores da sociedade quando há injustiças vai-se para a greve e os adeptos já pensaram nisso?
Seria bom para o futebol ter uma associação de adeptos?
O que seria dos estádios sem a presença dos adeptos?
Penso que os clubes e todos os agentes do futebol veriam os adeptos com mais respeito se por exemplo fosse feita uma Greve ao futebol nacional, iriam de certeza dar mais atenção à parte que eu penso ser uma das mais importante no futebol, que são os adeptos.
Iriam de certeza ver que futebol sem assistência é como ter um prato vazio.
Seria de certeza uma desilusão, mesmo para os jogadores que renderiam muito menos do que valem e esses contratos milionários acabariam.
Mas a violência quanto a mim, de entre outros, tem cinco factores que contribuem definitivamente e duma maneira drástica para que cada vez haja mais casos no nosso futebol, e são eles, alguma imprensa, algumas forças policiais, o álcool, alguns dirigentes, suspeição.
A imprensa porque empola e divulga demasiadamente as notícias que são negativas. Lembro-me de uma estação de Tv ter dito, aquando do jogo Tirsense-F C Porto, que desde a estação da C.P. até ao estádio, tudo tinha sido vandalizado, montras partidas, roubos, incêndios e inclusive a própria estação da C.P. tinha sido alvo de grandes vandalismo, e na realidade o que mostraram?! Uma papeleira na rua a arder, ora se houvesse mais casos, de certeza que os teriam mostrado. Com estas notícias empoladas faz com que as pessoas, muitas delas acreditem nisto, e depois cria-se a imagem que os adeptos são vândalos, quando não é a realidade.
Por outro lado e sem querer culpar as forças policiais, penso que a nossa policia não tem preparação para acompanhar uma claque e mesmo estar dentro dos estádios, não têm “filing” , são elementos alheios aos hábitos dos clubes e suas gentes.
Batem em tudo que mexe e inclusive são mandados por pessoas que não deixam a clubite de fora.
Penso que os clubes têm de ter um corpo de segurança próprio, onde são treinados especificamente para estar junto a adeptos, entende-los e conhece-los para que possam reagir só quando for mesmo necessário e desta forma e quando for mesmo caso de urgência pedir ajuda às forças policiais e aí sim poderem intervir com justificação. Só o facto de estarem policias, armados até aos dentes, junto ao público sem que nada faça prever alguma “ guerra “, faz com que as pessoas se enervem.
Lembro-me do jogo, Real Madrid – F C Porto, em que as forças policiais quase passavam despercebidas e porquê, porque usavam um fato-macaco e não tinham sequer cassetete, todos os artefactos estavam fora das bancadas e estavam de fácil acesso em caso de necessidade, mas os adeptos não os viam, o que quer dizer não se enervavam ao ver a policia armada como a nossa. E não aconteceram desacatos dentro do estádio. Resumindo, as nossas policias haviam de ter preparação, pelo menos aquelas que vão aos estádios e em vez de irem para lá verem os jogos, que façam segurança.
Relativamente ao álcool, devia ser proibido vende-lo no dia dos jogos, a partir de 2 horas antes dos jogos até que o jogo acabasse, numa área de 4 ou 5 Km de distancia do estádio e no próprio estádio , como por vezes assisto a esse facto. Vendem álcool dentro das próprias instalações de alguns clubes. Reparemos nisto, o que pode fazer o álcool a uma pessoa que está já nervosa, vai com certeza fazer com que ela deixe de pensar e cometa algumas barbaridades e mais todos aqueles que fossem detidos com álcool a mais, deviam pelo menos durante 12 meses, estarem nas esquadras durante o tempo de jogo do seu clube.
Temos o exemplo que nos chega da Inglaterra, os “holigans” nos seus campos não provocam desacatos, porque será ?!
Os Dirigentes, será que não são eles que incendeiam os seus Adeptos, ao falarem antes dos grandes jogos? Claro que são. Deviam ser punidos e proibidos de falar em assuntos que não os que se referissem só ao jogo.
Por último, a suspeição. À quanto tempo existe suspeição no futebol? Quem foi punido? Ninguém. Quantos juízes já saíram e entraram nos processos, tudo isto contribui para que o Adepto não acredite no jogo e vá já de pé atrás, ao mínimo erro não dá espaço e entra em “guerra”.
Assim, o desporto cada vez mais não passa de um jogo de influencias, quando devia ser vivido como um espectáculo.
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